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domingo, 22 de maio de 2011

Exageradamente Distorcido (?)


Aos dezesseis as coisas são complicadas demais. Ensino médio, garotos idiotas sem o mínimo senso de percepção, pais que não entendem, cabelo rebelde, sociedade exigente em relação aos modos e aparência. Tem que ser magra, tem que ter cabelo liso e se você for loira, melhor pra você. Mas por favor... Não deixe de retocar a raiz.
Aos dezessete as coisas mudam. Se for pra pior ou pra melhor, varia de pessoa, de cabeça e de condição financeira. Você vai entrar em uma faculdade particular ou vai se matar pra entrar em uma pública? Se for a primeira opção, você é quem vai pagar com seu salário de atendente do seu trabalho de meio período? Ou não? E se for a segunda opção, você vai ter que mudar de cidade pra poder estudar em uma federal? Elas costumam ser longe de casa, não é?
Aos dezoito, se tudo der certo e se você não se iludiu com um qualquer e se tornou mãe solteira, você estará na faculdade. Mas e aí? Ser caloura é mesmo tão legal assim? E o curso com que você sonhou a vida inteira, é mesmo o que você queria? Essas leis jurídicas são tudo o que você sempre quis ou você preferiria estar em um curso de história? Tá ficando chato, né? É, eu sei que está.
Aos dezenove, tudo se estabiliza. Não, minto... Tudo se paralisa. Você não namora mais o seu amor da adolescência, você está no terceiro período e anda odiando as leis mais do que qualquer coisa, você ainda não conseguiu um trabalho e muito menos um estágio legal, que te sobre tempo pra estudar. Sua vida amorosa anda em baixa, você tem uma vida virtual e sua vida social, quando parece que estar melhorando, cai no fundo do poço.
Mas você encosta a cabeça no travesseiro toda noite pensando em como as coisas podem melhorar, se é que podem. Ou em como poderia ter feito como a Natasha, que aos 17 anos fugiu de casa.

Natasha - Capital Inicial

domingo, 27 de março de 2011

He's only sixteen.

Eu te empurrar quando você quer um beijo não é bobeira, desconversar não é mistério, apenas rir quando você diz que quer me ter pra sempre não é deboche, é realidade. Eu sei da real verdade. E afinal, rir é melhor que chorar.
Deboche é quando eu olho dentro dos teus olhos e você desvia, rindo com cara de um aprendiz de canalha, me dando um beijo molhado e mudando de assunto. Como se você pudesse e eu não.
Eu quero ser fria, eu vou te dar um gelo, eu vou te congelar pra mim. Eu quero te prender, para que só eu possa te ter. Isso não é pecado, nem egoísmo, é apenas minha vontade. Que ás vezes eu repudio, mas na maioria das vezes não.
Eu odeio quando você mente, dá vontade de te morder com raiva, mas eu sei que vai surtir o efeito contrário. Eu vou acabar passando amor. Mas ainda assim odeio quanto você mente com todas as minhas forças.
Odeio quando só sorri fraco quando está com seus amigos, passando na rua como se eu não fosse nada, como se um dia você não tivesse me pedido para que eu fosse tudo. Mas eu neguei, e ainda nego. Porque eu até posso te querer por cem anos, mas você não aguentaria nem um comigo. Pois apesar da minha caridade, baby, eu posso ser cruel. Eu posso te dar veneno e pateticamente rimando... Até te levar pro céu. Porém o inferno é logo ali, e eu não hesitarei de fazer sua vida parecer com ele. E sabe o por quê disso? É porque eu tô ferida, porque coração é terra que não se brinca e você entrou achando que era um playgroud.
Eu tô puta da vida, porque você com esse sorriso besta e beijo desajeitado, foi entrando na minha mente com esse jeitinho adolescente, e eu meio descrente fui deixando acontecer.
Agora você gostou da brincadeira e enquanto eu grito de dor por dentro, eu grito com um tom bem elevado que você só pode estar brincando quando diz que eu preciso de você, e quero você como namorado. Eu blefo sem habilidade, mas você é só um pirralho. Meu pirralho, aprendiz de canalha.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sem mais.


Uma noite quente é o que eu tenho, nada mais. A inspiração já me fugiu, sua risada está longe, meus amigos viajaram, um abraço fraternal não me quer e eu mesma ando me odiando...
Por que tudo anda tão desfocado? Talvez eu esteja fora de mim. Talvez não, eu realmente estou.
Eu não choro mais por nada, mas ainda dói. Essa dor que me parece incurável uma hora dessa, e na madrugada eu finjo estar bem e danço sozinha, e a dor não passa. Vou para a varanda e inspiro o ar quente, porém leve. Tem me feito bem, pelo menos ainda tenho o ar. Sem contar que as estrelas tem sido boa companhia em noites sem chuva e hoje está chovendo. O que aperta é que eu, que sempre me comparava a elas, ando tão sem brilho.
Queria minha antiga vida de volta, meus antigos hábitos, minha risada alta que é tão minha. Agora, a melancolia me tomou pra ela. Isso é realmente péssimo e já me vejo no fundo do poço.
Porém é do ser humano toda essa esperança que se esconde em alguma parte não localizada em cada coração. E é me agarrando no último fio dela que me resta, que espero ouvir sua risada, meus amigos retornarem, o tal abraço fraternal, para enfim, ter minha inspiração de volta.



* A todos que me dão selos, muito obrigada, me sinto honrada, de verdade. E eu não estou ignorando-os, estou apenas me organizando, para em breve postá-los e fazer minhas indicações. Obrigada mais uma vez. ;*