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sábado, 21 de agosto de 2010

De Clarice.


"Sentou-se diante de um papel vazio e escreveu: comer - olhar as frutas da feira - ver gente - ter amor - ter ódio - ter o que não se sabe e sentir um sofrimento intolerável - esperar o amado com impaciência - mar - entrar no mar - comprar um maiô novo - fazer café - olhar os objetos - ouvir música - mãos dadas - irritação - ter razão - não ter razão e sucumbir ao outro que reivindica - ser perdoada da vaidade de viver - ser mulher -dignificar-se - rir do absurdo de minha condição - não ter escolha - ter escolha - adormecer - mas de amor de corpo não falarei. Depois dessa lista ela continuava a não saber quem ela era, mas sabia o número indefinido de coisas que podia fazer. "

- Clarice Lispector.

Na falta de tempo e consequentemente de criatividade. Nada melhor que as palavras da minha poetisa preferida. *-*

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Amor é sintese

"Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu !
Ciumento, exigente, inseguro, carente
todo cheio de marcas que a vida deixou
Veja em cada exigência
um grito de carência,um pedido de amor !
Amor, amor é síntese,

uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeito, amor!"

(Mário Quintana)


Quando li pela primeira vez esse poema eu me apaixonei por ele, não sei por qual motivo mas ele me lembra meu namorado, talvez pelo jeito de ser dele.. se lá.
Leiam e apaixonem-se!