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terça-feira, 12 de junho de 2012


Amor, esse é o nosso primeiro dia dos namorados juntos. Quatro meses juntos, dois de namoro e então, ao pensar nesse tempo, que é relativamente pouco, muitas coisas me vem a cabeça. Então, deixa eu começar do começo… 

Eu nunca imaginei que encontraria alguém tão especial como você naquele dia, naquele lugar, no meio daquelas pessoas. Não tem como eu não repetir, que o jeito como você me tratou sem ao menos me conhecer direito, foi encantador. Você é encantador, não apenas foi. Mas isso eu só descobri depois.
Eu queria descobrir o que faz você ser essa pessoa que você é. Tão bondoso, gentil e carinhoso. Tão amável e de fácil convivência. E eu não conheço ninguém que tenha vindo até mim falar mal de você, e realmente se viessem, entrariam em uma discussão. Porque eu respiro dessa sua bondade, eu sinto dessa sua generosidade de perto, eu vivo desse seu amor. Não é a toa que nesse tempo que a gente tá junto, a gente sequer teve uma briga. E não é porque a gente é um casal morno e sem graça, não na minha opinião. É porque brigar com você de mentirinha é muito mais divertido, e no final, eu ainda ganho um beijo. E acima de tudo isso, meu amor, eu não tenho motivos pra reclamar, eu não tenho razões pra te cobrar nada e nem tenho esse direito. Porque Di, eu não imaginava que existiam pessoas tão boas como você. E se um dia eu pedi a Deus um bom namorado, ele me deu você, que é maravilhoso. Em todo e qualquer sentido. Lindo! Lindo! Lindo por fora, por dentro, de lado e do avesso. E digo isso sem medo de parecer patética ou uma boba apaixonada. E eu tô aqui escrevendo e chorando. Chorando de felicidade, por saber que hoje você vai estar do meu lado. 
Eu, particularmente, não sei como você me aguenta. Sendo eu tão chata, reclamona e carente. Ou eu talvez saiba, porque eu sinto que quando você me olha, me beija, me abraça ou até me morde, que o que você sente por mim, não pode ser nada menos que amor. E sinceramente amor, eu fico orgulhosa da gente, por termos construído uma relação tão linda, leve e sincera. É claro que ainda temos muitas coisas pra passar pela frente, mas eu sei que com você ao meu lado, tudo vai estar bem, inclusive as dificuldades. 
Amor, levando em conta que Dia dos Namorados não se comemora toda semana, quero que tente captar a sinceridade e a força no que vou dizer… Espero que esse seja o primeiro de muitos dias como esse. Porque eu te amo, e até consigo viver sem você, mas eu simplesmente não aceito essa condição.
Te amo amor, felicidades pra nós. ♥ 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

They.

Era uma vez uma moça, de olhos escuros que carregavam um brilho especial. Talvez fosse um choro preso pronto pra sair, talvez fosse uma magia diferente. Ela não sabia e nem imaginava que tinha um brilho assim. Pobre moça.
Sua vida não se comparava a nenhum folhetim das seis, não era engraçada como um das sete, nem cheia de conflitos ou romances como um das oito. Ou seria nove? Ainda assim não havia comparação.
Andava a todo tempo olhando pra frente, sempre muito correta. Era de se admirar que nunca abaixasse a cabeça e olhava pro chão, mas era de se lamentar nunca levantar a cabeça pra dar uma boa noite às estrelas.
Era simples. Nunca exagerada, superficial ou bagunceira. Alguns não entendiam e a julgava uma chata, sonsa. Mas esses não tinham a sensibilidade pra perceber o quanto ela era diferente. Ela até sofria com isso. Derramava uma lágrima aqui, outra ali no travesseiro. Mas nada que um novo dia não resolvesse. Ela era de um coração sem igual, jamais visto, porém infelizmente, jamais compreendido.

Era uma vez um moço, de olhos claros. Perdido no meio de uma multidão. Procurando por toda a vida um brilho diferente, que não sabia onde estava, pois havia cansado de procurar nas estrelas.
A vida dele era como uma história em quadrinhos. Vestia-se de super herói todo dia e ia salvar a sua própria vida. A mercê de uma sociedade tão comparável aos vilões dos próprios quadrinhos.
Não olhava muito pra frente, muito menos pro chão. Por isso tropeçava demais apenas por querer viver olhando pras estrelas, procurando tal brilho.
Era de um exagero totalmente apreciável. Era romântico demais e livre demais. Alguns o julgavam louco, ele se julgava quase feliz. Ele não sofria por nada, mas chorava por tudo. Era um completo bobo apaixonado pela vida, doido pra se apaixonar por outro alguém.

E então um dia, eles se encontraram. Ela, sempre certa, olhava pra frente. Enquanto ele olhava pra cima. Ela o parou antes que pudessem se trombar como cena de novela, mas ele a salvou de cair no chão como um super herói. A vida dela nunca tinha saído da rotina daquela forma, enquanto ele se encontrava e se perdia no brilho dos olhos dela. Ela quase soltou seu choro, ele quase se afogou em lágrimas.
Naquele dia o tempo parou por uns segundos. O mundo parou pra ver o amor acontecer. Era inverno, mas se sentiram em plena primavera, pois seus corações estavam em flores.
E desde então, a vida deles se misturaram, como cores em uma aquarela.
Nada mais foi como antes e isso realmente é muito clichê. Afinal, como é que a vida pode ser igual quando se tem o amor no meio? Dizem que quando se encontra o amor, se perde a razão. Mas estão enganados... Perde-se muito mais. Mas ninguém parou pra contar o quanto se ganha. Mas isso é papo pra outra história.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

My dear...


Antes de mais nada, peço perdão por invadir seus pensamentos. Sinto muito. Mas achas mesmo que não habita os meus? É uma troca, ninguém ganha, ninguém perde... Eu acho.
Queria apenas compartilhar contigo minha vida. Lembra quando eras meu melhor amigo? Quando fazia questão de enxugar minhas lágrimas e me abraçar confortavelmente? Então... Tenho vivido bem, obrigada. Não tenho chorado tanto, a não ser agora, enquanto te perturbo.
Você faz falta, mas não vou atrás de você, fique tranquilo, não farei você sofrer mais uma vez com as minhas indecisões. Eu só queria saber se estás bem, se está pensando em coisas positivas... E peço calorosamente a Deus que você não me considere seu oxigênio mais, já que sem mim ficaria mal.
Quero que sorria mesmo longe de mim. Altruísmo a essa altura do campeonato? Não sei, talvez, pode ser que sim.
Tem ficado com outras pessoas? Tens pensado em mim quando faz isso? Espero que não.
Quero ser única, particular, singular. Quero habitar um pedacinho do seu coração pra sempre, assim como você já está aqui, bem guardado, fica tranquilo. Não quero ser comparada a nenhuma outra. Sei que não vai me decepcionar. Confio em você, ainda.
Por hora querido, é isso. Saudades. Você não tem noção de como sinto falta da sua respiração ao meu lado. Eu costumava ser seu oxigênio... Mas por favor, continue respirando, mesmo que sem mim.
Obrigada pela sua, sempre importante, atenção.

domingo, 7 de novembro de 2010

"Eu quero a sorte...

... De um amor tranquilo. Com sabor de fruta mordida. "


Não precisa ser lindo, não precisa ser o mais inteligente, nem o mais burro também. Não precisa ter carro, moto ou bicicleta, basta ter coração.
Não precisa me achar a garota mais perfeita do mundo, mas se ele gostar do meu sorriso e prezar por isso, eu já seria feliz. Não precisa ser engraçado, mas tem que buscar por uma felicidade contínua e que nunca se acomode. Não é imprescindível que tenha um coração intacto, mas é necessário saber a dor que um coração sente ao ser despedaçado.

Não precisa amar comédia romântica, mas terá que me abraçar quando eu tiver medo dos filmes de terror e me assustar com os de suspense.

Não precisa amar praia, mas precisa apreciar meu bronzeado.

Não é necessário que ame tirar fotos, mas que saiba que gosto mesmo sem ser fotogênica.

Não é necessário que ame cores, mas terá que me deixar colorir seu coração.

Eu não quero alguém que concorde com os meus erros, apenas um que aponte eles e me ajude a melhorar. Que acima de tudo seja meu parceiro, meu companheiro, meu melhor amigo...

Alguém que ria das minhas palhaçadas, que entenda a minha TPM e que me abrace quando eu achar que meu mundo está acabando... E que não solte até que eu fique sem ar. Eu preciso de alguém me tire o ar... Seja com cócegas ou beijos.

Que entenda meu lado infantil, que se entrose com meu lado adulto e que seja um eterno adolescente ao meu lado.

Não é preciso que goste de Clarice, Justin, dos meus textos ou twitter. É preciso que goste de me ver feliz seja lendo, escutando, escrevendo ou usando eles.

Não é necessário que seja apenas meu, mas é necessário que eu seja a primeira da lista.
Não é preciso que seja perfeito, é necessário, apenas, que me ame.


Thainara Oliveira ;*


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Decode


Quando a gente sabe que é o fim? Quando a gente sabe que o coração esvaziou por completo? A gente sente dor quando isso acontece ou simplesmente sorri? A gente para de se importar simplesmente? A gente para de chorar por aquilo incontrolavelmente?
A gente consegue ver luz no fim do túnel? As algemas param de apertar? O coração, enfim, fica leve? Como é isso? Deixar de amar...
Como esse fenômeno acontece? O que isso gera? Dor de cabeça ou alívio? Luz ou escuridão?
Eu sinto um bolo na garganta apenas. Talvez um grito ainda preso e com medo de ecoar.
O que isso vai gerar se isso realmente estiver acontecendo? Um coração partido mais uma vez? Logo aquele coração que estava se recompondo... Eu não devia ser tão cruel.
Mas acima de tudo, eu devo ser fiel a mim.
Mas afinal, qual são os sintomas? Eu preciso saber. Eu não quero errar de novo. Eu não quero...
Não desta vez. E então, qual os sintomas que um coração sente ao desapaixonar-se? Eu necessito saber.


Inspiração: Decode - Paramore

Thainara Oliveira ;*