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sábado, 14 de maio de 2011

Alice.

Alguém me explica? Porque eu não entendo não senhor. É amor, eu sei que é. É forte, tenho dúvidas não. É verdadeiro, pode crer que sim. Mas me explica, por favor?
Não teve uma simpatia imediata e exagerada, mas teve empatia. Éramos iguais sendo tão diferentes. Uma é uma fortaleza, a outra... A personificação da sensibilidade.
Tantas diferenças dissolvidas por falsos dias de estudos, verdadeiras tardes de risadas.
Companheirismo que cresceu com a distância, amizade que se fortaleceu apenas por se manter forte, saudade de conversas nunca obtidas, baladas nunca curtidas, tardes de amigas que nunca aconteceram... Bom seria se a ponte aérea Rio - São Paulo me permitisse atravessá-la a pé, só pra eu poder te dar um abraço forte, um desses que eu te devo faz tempo.
Alguém me explica? Como mesmo assim eu a quero muito mais que bem. Como eu a considero tanto? Como eu a amo como se ela estivesse aqui todo dia?
Eu espero que um dia, Alice Alves de Almeida Canabarro – mulher do nome imponente e personalidade forte – eu possa ser pelo menos um pouco da fortaleza que és. Saiba que te admiro muito. Foi assim e pra sempre será.
Sinto saudade do que tínhamos e do que nunca tivemos, mas espero calmamente que tudo possa um dia acontecer. Nunca fomos uma da outra de verdade, mas não vou permitir nunca que tirem você de mim. Te amo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Outro conto de dois.


Era uma tarde de sol, a praia estava esvaziando de pouco a pouco e eles estavam lá, a espera do pôr do sol, ela estava feliz aquela tarde, pois amava pôr do sol e estava certa que ele estava feliz ao seu lado. Estava certa de que ali, ele falaria o que ela estava esperando meses para ouvir, ela sentia que ele estava diferente. Ele diria então “eu te amo” aquela tarde?
O sol estava a se por, o céu estava espacialmente laranja e quando ela se colocou pronta para falar, haviam algumas poucas estrelas pipocadas no céu. A noite estava quase caindo por fim, o céu em um crepúsculo extremamente belo aos olhos humanos.
- Tenho que te dizer uma coisa. – Ela disse, por fim. Ela fitou o mar, estava com vergonha.
- Diga. – Ele, por sua vez, estava monossilábico demais o dia inteiro. Ela o olhou por fim, encarando o castanho escuro de seus olhos.
- Eu te amo. – Sorriu depois de pronunciar aquelas três palavras, parecia que seu coração havia ficado mais leve e o céu, mais bonito com isso.
Ele vacilou, desviando o olhar. Ele estava confuso.
- Preciso ser sincero. – Desabafou. Voltou a olhá-la. – Eu não te amo.
Os olhos da menina marejaram-se diante do mar.
- Pode me dizer o por quê? Quer dizer... Tem um porque, não tem? – Sua voz já falhava.
- Você é tão perfeita. – Ele disse se contradizendo sem querer. – Você é linda, meiga, carinhosa e inteligente. Gosta de pôr do sol, mas se perder ele, não se importa em se contentar com as estrelas. Você gosta de flores, e não liga pra presente. Você lê poesias, escuta músicas de muito bom gosto, sorri com o sol e ama a chuva. Dança como se não ligasse pro mundo e luta pela sustentabilidade. Quando gosta, ama. E quando não gosta, atura. Você é boa demais pra mim. – Ela ouvia suas qualidades sem entender. – Olha pra mim. – Ele disse, ela olhou. – Eu preciso de alguém que erre comigo, que não me intimide, alguém que não seja tão perfeita...
Ela não entedia, se sentiu mal por isso e sentiu até raiva de si, por ser como ele mesmo disse tão perfeita, mesmo conhecendo de perto sua infinidade de defeitos.
A conclusão que se tira disso é que, não adianta... Mesmo estando com a melhor pessoa do mundo, se você não amá-la de verdade, todas as qualidades dela serão nulas. Portanto desperdiçar seu tempo e magoar o próximo em vão, tentando achar coisa onde não tem, certamente não é o melhor a se fazer.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sem título.


Se não tem título, quem dirá nexo, descrição ou definição.
Posso dizer que é divertido, engraçado, me faz rir e só por não me fazer chorar já é extremamente positivo.
Desperta em mim um imenso interesse, sorrisos e frios na barriga. Me faz sentir leve e desajeitada (uma boba), mas feliz.
É recente e novo, e sim... Isso significa duas coisas diferentes.
É interessante aos meus olhos e saboroso a minha boca... Já posso sentir daqui. E do cheiro que me trouxe, este, prefiro nem resistir.
E pela noite a dentro lá estás, como um refúgio, uma distração, uma nova emoção. Já me é músicas aos ouvidos, e eu nunca consigo resistir a uma boa música.
Me é cordial e maduro, mesmo sendo tão prematuro. Me é um bem.
E então que nome tem? O que será? Uma coisa ou um alguém? Fico a pensar e então... A resposta ainda não vem.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Me.


O tempo pode ter passado, os amores podem ter mudado, a aparência modificado... Mas cá estou eu, com as mesmas carcterísticas de sempre. Defeitos, eu diria.
Carente, apegada, envolvida sempre. Um tanto quanto mais que o normal e um pouco menos passional.
Ainda emotivamente chata e repetitiva. Ainda carente de toda a atenção do mundo. Ainda se apegando demais ao que nem me pertence e ao incerto.
Ainda sorrindo com os olhos cheios de lágrimas, ainda ligada em cada batida diferente do meu coração, ainda tentando achar coisa onde não tem...
Ainda fugindo do sofrimento do abandono e sempre batendo de frente com isso. Ainda rezando para tudo dar certo.

Canso-me da rotina, mas tenho medo de mudar as coisas. E se não der certo? Ainda medrosa. Ainda lendo históricos de conversas antigas quando o coração aperta e a resposta não vem.
Ainda sofrendo, ainda dramática e inteira.
Ainda intensa, ainda caindo, ainda levantando.
Ainda sofrendo e superando.
Ainda aqui.

Ainda Thainara. Pra sempre Thainara.

domingo, 7 de novembro de 2010

"Eu quero a sorte...

... De um amor tranquilo. Com sabor de fruta mordida. "


Não precisa ser lindo, não precisa ser o mais inteligente, nem o mais burro também. Não precisa ter carro, moto ou bicicleta, basta ter coração.
Não precisa me achar a garota mais perfeita do mundo, mas se ele gostar do meu sorriso e prezar por isso, eu já seria feliz. Não precisa ser engraçado, mas tem que buscar por uma felicidade contínua e que nunca se acomode. Não é imprescindível que tenha um coração intacto, mas é necessário saber a dor que um coração sente ao ser despedaçado.

Não precisa amar comédia romântica, mas terá que me abraçar quando eu tiver medo dos filmes de terror e me assustar com os de suspense.

Não precisa amar praia, mas precisa apreciar meu bronzeado.

Não é necessário que ame tirar fotos, mas que saiba que gosto mesmo sem ser fotogênica.

Não é necessário que ame cores, mas terá que me deixar colorir seu coração.

Eu não quero alguém que concorde com os meus erros, apenas um que aponte eles e me ajude a melhorar. Que acima de tudo seja meu parceiro, meu companheiro, meu melhor amigo...

Alguém que ria das minhas palhaçadas, que entenda a minha TPM e que me abrace quando eu achar que meu mundo está acabando... E que não solte até que eu fique sem ar. Eu preciso de alguém me tire o ar... Seja com cócegas ou beijos.

Que entenda meu lado infantil, que se entrose com meu lado adulto e que seja um eterno adolescente ao meu lado.

Não é preciso que goste de Clarice, Justin, dos meus textos ou twitter. É preciso que goste de me ver feliz seja lendo, escutando, escrevendo ou usando eles.

Não é necessário que seja apenas meu, mas é necessário que eu seja a primeira da lista.
Não é preciso que seja perfeito, é necessário, apenas, que me ame.


Thainara Oliveira ;*